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Eslabong aposta em muitas classes e estratégias, mas ainda precisa organizar melhor sua complexidade

Por Diego Spirit · · 5 min de leitura

Eslabong aposta em muitas classes e estratégias, mas ainda precisa organizar melhor sua complexidade

Análise baseada na versão demonstrativa.

Eslabong é o tipo de jogo que rapidamente desperta uma pergunta perigosa para quem gosta de estratégia:

“E se eu montar outro time?”

Sua proposta gira em torno da criação de equipes, escolha de classes e experimentação constante com diferentes estratégias.

Mesmo em sua versão demonstrativa, o jogo já apresenta uma quantidade interessante de opções, permitindo que o jogador teste diferentes combinações e descubra novas formas de enfrentar os desafios.

Essa variedade é, sem dúvida, um dos maiores atrativos da experiência.

Muitas classes, muitas possibilidades

O principal destaque da demo está na quantidade de classes disponíveis.

Em vez de limitar o jogador a poucas opções iniciais, Eslabong já apresenta uma variedade que incentiva experimentação desde cedo.

Cada nova classe modifica a maneira como pensamos a equipe.

Uma composição pode privilegiar resistência.

Outra pode funcionar melhor com dano explosivo.

Uma terceira pode depender completamente de sinergias específicas.

Essa liberdade cria uma sensação constante de descoberta.

Mesmo quando uma estratégia funciona, existe curiosidade para testar outra.

Esse é um ótimo sinal para um jogo que depende de rejogabilidade.

Estratégia é o verdadeiro centro da experiência

Apesar da presença de combates, Eslabong parece funcionar melhor quando entendido como um jogo sobre decisões.

Escolher personagens.

Definir funções.

Experimentar composições.

Descobrir quais classes funcionam melhor juntas.

É nessa camada que o jogo mostra seu maior potencial.

A quantidade de opções pode fazer com que diferentes jogadores encontrem maneiras completamente distintas de superar um mesmo desafio.

E isso ajuda a criar identidade para cada partida.

A complexidade também cria um problema

O mesmo elemento que torna Eslabong interessante também pode dificultar sua entrada.

Existe muita informação sendo apresentada ao mesmo tempo.

Classes.

Habilidades.

Atributos.

Status.

Sistemas.

Elementos de interface.

Para quem está começando, pode ser difícil entender rapidamente onde olhar e o que realmente importa em cada momento.

O problema não é necessariamente excesso de conteúdo.

É a maneira como esse conteúdo é organizado.

Uma interface mais hierárquica, com informações contextuais aparecendo apenas quando necessárias, poderia tornar a curva de aprendizado muito mais suave.

Alguns bugs ainda quebram o ritmo

Durante nossa experiência com a demo, encontramos alguns problemas técnicos.

Em determinados momentos, personagens ficaram parados sem executar corretamente o comportamento esperado.

Também observamos funcionalidades que não responderam exatamente como deveriam.

Esses problemas podem ser especialmente frustrantes em um jogo de estratégia, porque o jogador precisa confiar que suas decisões serão executadas corretamente.

Ao mesmo tempo, é importante considerar que estamos avaliando uma versão demonstrativa de um jogo ainda em desenvolvimento.

Bugs nesse estágio são esperados.

O mais importante será observar como esses problemas serão corrigidos até a versão final.

Uma base promissora

Apesar das falhas encontradas, nossa impressão geral foi positiva.

Eslabong já demonstra algo muito importante:

vontade de experimentar novamente.

Você termina uma partida pensando em outra composição.

Outra classe.

Outra estratégia.

Outra combinação possível.

Esse ciclo é essencial para manter um jogo estratégico interessante por muitas horas.

Caso o desenvolvimento consiga melhorar a estabilidade e organizar melhor sua interface, Eslabong pode se tornar uma experiência bastante envolvente para jogadores que gostam de montar equipes e explorar sistemas complexos.

Veredito Podium Games

Vale acompanhar

Eslabong apresenta uma base muito interessante para quem gosta de estratégia, classes e criação de equipes.

A grande variedade de possibilidades é seu principal diferencial.

A demo ainda possui bugs perceptíveis e uma interface que pode sobrecarregar novos jogadores com informação demais, mas esses problemas parecem compatíveis com um projeto ainda em desenvolvimento.

O potencial existe.

Agora, o desafio será transformar toda essa complexidade em uma experiência mais clara, estável e intuitiva.

Pontos positivos

  • Grande variedade de classes.

  • Muitas possibilidades de composição.

  • Estratégias diferentes a cada tentativa.

  • Forte incentivo à experimentação.

  • Bom potencial de rejogabilidade.

Pontos de atenção

  • Bugs durante a demo.

  • Personagens ocasionalmente ficam parados.

  • Algumas funcionalidades não funcionam como esperado.

  • Interface apresenta informação demais simultaneamente.

  • Curva inicial pode ser confusa.

Indicado para quem gosta de

  • jogos de estratégia;

  • formação de equipes;

  • classes e builds;

  • gerenciamento;

  • experimentação;

  • sistemas com muitas possibilidades.